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ACNUR e FAO fazem apelo global para evitar que milhões de pessoas morram de fome na África

By 16 de abril de 2017Uncategorized

 

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) fizeram diversos apelos contundentes à comunidade internacional em busca de intensificação da ajuda humanitária para milhões de pessoas no continente africano e no Iêmen, que sofrem gravemente com a falta de alimentos para suas populações. O número de pessoas afetadas e que demandam ajuda urgentemente é de cerca de 20 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 4,2 milhões seriam refugiados, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Esse número, de acordo com a organização, tem aumentado, afetando de modo mais severo crianças e mulheres que estão em processo de amamentação.

O brasileiro José Graziano da Silva, atual Diretor-Geral da FAO, realizou visita à porção nordeste da Nigéria, a qual faz parte da região do Lago Chade e que também engloba partes de Camarões, Chade e Níger. Somente nessa região, cerca de 7 milhões de pessoas estão em situação crítica de insegurança alimentar e muitas estão sendo forçadas a abandonar suas casas e seu estilo de vida predominantemente ligado à agricultura. Segundo o brasileiro, “É imperativo aumentar imediatamente a ajuda humanitária a comunidades rurais ameaçadas de fome na região da Bacia do Lago Chade. Se perdermos a próxima época de plantio, não haverá colheitas substanciais até 2018. A incapacidade de restaurar a produção de alimentos agora levará ao agravamento da fome generalizada e severa e à dependência prolongada da assistência externa no futuro. A hora para agirmos é agora”. No contexto da visita, foi divulgado o relatório da FAO “Estratégia de Resposta (2017-2019) para a crise na Bacia do Lago Chade”.

José Graziano

Dentre as ações sendo realizadas pela FAO estão a distribuição de sementes de diversos cereais, rações para animais (com o objetivo de reduzir a perda dessa importante fonte de alimentação e de renda), auxílio veterinário e envio de remessas de dinheiro. Essas ações estão previstas como ajuda para aproximadamente 1,16 milhão de pessoas. Porém, de acordo com a organização, “embora o apoio prestado pela FAO e outros parceiros seja fundamental para atenuar o impacto da crise, o financiamento limitado para a assistência agrícola de emergência está afetando negativamente a capacidade de alcançar a maioria dos necessitados. Até agora, apenas US$ 12,5 milhões ou um quinto dos fundos necessários para apoiar a produção de alimentos neste ano no nordeste da Nigéria foram garantidos. Mais de 1,1 milhão de pessoas receberão insumos agrícolas durante a próxima estação de plantio, mas isso representa pouco menos da metade da população alvo”.

Água

No mesmo compasso dos esforços da FAO, o ACNUR se esforça para conter o avanço da crise humanitária no continente e superar as dificuldades inerentes à tarefa. Adrian Edwards, porta-voz do Alto Comissariado, afirmou que “uma crise humanitária evitável na região, possivelmente pior que a de 2011, está se tornando uma inevitabilidade. Uma repetição da tragédia de 2011, que custou a vida de 260 mil pessoas, deve ser evitada a todo custo”. Dentre os países apresentados pelas Nações Unidas como mais afetados pela crise estão Etiópia, Sudão do Sul, Uganda, Tanzânia, Ruanda, Djibuti, Somália e Iêmen (localizado no Oriente Médio, próximo ao continente africano). As dificuldades enfrentadas vão desde colheitas precárias e deslocamentos forçados à escalada de conflitos internos e falta de recursos financeiros.

Formas de ajudar as organizações estão disponíveis nos sites do ACNUR e da FAO.

Mais informações sobre as ações da FAO podem ser encontradas aqui.

O site do ACNUR pode ser acessado aqui.

Autor: Wilson Fernandes Negrão Júnior

 

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