O Brasil será sede da maior usina solar de toda a América Latina, uma vez finalizada a construção da planta em Nova Olinda, no Piauí, com potencial de criar mais de 600 GWh (gigawatt-hora) anualmente. Com o avanço na diversificação de sua matriz energética, o país prossegue em seus esforços de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEEs), tal como previsto no Acordo de Paris, documento aprovado na Conferência do Clima de Paris (COP 21) e ratificado pelo governo brasileiro em 2016.

O Acordo de Paris

O Acordo, assinado por 197 países, afirma o compromisso de seus signatários em reduzir a taxa de aumento da temperatura média global, na qual cada governo estabelece sua Contribuição Nacionalmente Determinada, que representa seu compromisso de redução de emissão de poluentes. De acordo com o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo brasileiro, “o Brasil assumiu como objetivo cortar as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005”.

Dentre os compromissos firmados pelo Brasil, além da diversificação de suas matrizes energéticas, de modo a aumentar a participação de fontes renováveis no setor, estão a redução e eventual eliminação do desmatamento na Amazônia Legal, a recuperação e restauração de florestas desmatadas e o apoio ao financiamento coletivo para países em desenvolvimento, no valor mínimo de US$ 100 bilhões anuais, para promover as mudanças acordadas. Além disso, o Acordo de Paris estabeleceu um mecanismo de revisão, que, de acordo com o Planalto, “fará avaliações a cada cinco anos dos esforços globais para frear as mudanças do clima”.

A planta de Nova Olinda

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De acordo com o programa BeBrasil, desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de  Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a planta ocupará uma área total de 690 hectares e  possibilitará a preservação de 350.000 toneladas de CO2, que não serão emitidos na atmosfera. O  contrato engendrado entre governo brasileiro e a empresa Enel Green Power, de origem italiana, se  deu a partir de um Acordo de Compra de Energia, com duração de 20 anos, que se sucedeu após o  Leilão de Reserva realizado em 2015, aumentando o potencial total do Brasil em produção de  recursos renováveis.

O investimento aproximado apresentado pela empresa Enel Green Power, de origem italiana, foi de   aproximadamente 300 milhões de dólares americanos na construção da usina, com expectativa de início de funcionamento em julho de 2017. Esse investimento, segundo a empresa, faz parte do plano estratégico da Enel, sendo financiado com recursos próprios.

Em 2016, o presidente da Enel para a América Latina, Carlo Zorzoli, afirmou que “o início da construção de Nova Linda é mais um passo adiante para nosso Grupo no Brasil, confirmando nossa liderança no mercado de energia solar do país. O governo brasileiro desenvolveu um processo de audição atrativo e bem estruturado, e nosso sucesso no país tem sido construído com base em nossa tecnologia líder de mercado, nossa excelência financeira e nossa reputação de envolvimento sustentável com as partes interessadas. Nós esperamos continuar investimento com o intuito de crescer fortemente no setor de energia do país”.

 

Para saber mais sobre o Acordo de Paris, acesse o site da ONU Brasil.

Para saber mais sobre os compromissos do Brasil perante o Acordo, acesse o site do Planalto.

Para saber mais sobre a planta de Nova Olinda, acesse o site da Enel Green Power.

 

Autor: Wilson Fernandes Negrão Júnior