O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, realizará visita à cinco países localizados no continente africano: Namíbia, Botsuana, Malawi, Moçambique e África do Sul. Durante a visita, que durará aproximadamente uma semana, o chanceler tratará de assuntos de interesse mútuo com esses países, oportunidade na qual haverá espaço para uma maior aproximação diplomática entre os governos de cada Estado. Dentre os principais temas a serem discutidos estão questões relacionadas ao desenvolvimento, ao comércio, à agricultura, à educação e à mecanismos inter-regionais como o BRICS e o IBAS.

Em artigo veiculado no Correio Braziliense, intitulado “O imperativo da parceria com a África”, o ministro afirmou que “o Brasil é o maior país africano fora da África, uma identidade da qual nos orgulhamos e um cartão de visitas capaz de abrir portas e angariar a boa vontade dos países africanos. Queremos traduzir essa afinidade histórica em ações concretas, aprofundando projetos de cooperação, ampliando o comércio e os investimentos e criando novas parcerias em áreas como defesa, energia, e ciência e tecnologia. Queremos também aprofundar o diálogo diplomático sobre temas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.

Nunes também afirmou que, no Brasil, “mantemos programas importantes de cooperação com a maioria dos países africanos, sobretudo nas áreas de saúde, agricultura, educação e formação profissional. Esses programas demonstram o interesse brasileiro em contribuir para o desenvolvimento econômico e social do continente, mas é preciso ir além. As lideranças africanas pedem a presença do Brasil não apenas como prestador de cooperação, mas também e cada vez mais como investidor e parceiro nos negócios”.

 

africa1

 

Segundo o Itamaraty, “a política externa brasileira para o continente africano sempre teve como tema central o foco no desenvolvimento. A necessidade de transferência de tecnologia dos países industrializados para os países em desenvolvimento, a condenação do protecionismo por países industrializados e a necessidade de reordenamento do comércio internacional em bases mais justas e equitativas demandavam ações conjuntas e concertadas, tarefa na qual o Brasil está tradicionalmente empenhado. O engajamento brasileiro no continente africano é uma política de Estado e reflete os anseios dos mais variados setores da sociedade brasileira. Fato mais do que natural em um país onde 51,4% da população se declara afrodescendente”.

O ministério também afirma que ” o País defende que solução duradoura para os principais problemas do continente passa, necessariamente, pelo diálogo e pela promoção do desenvolvimento inclusivo e em bases sustentáveis. O Brasil tem procurado contribuir para a paz e a estabilidade na África, quer pela participação ativa em missões de paz das Nações Unidas, quer com o compartilhamento de tecnologias e conhecimento que desenvolvemos no enfrentamento de desafios que nos são comuns”.

 

Para saber mais sobre a visita do ministro, clique aqui.

O artigo do ministro pode ser lido aqui.

 

Autor: Wilson Fernandes Negrão Júnior