A União Europeia é hoje o maior bloco econômico do mundo. Caracteriza-se por também ser um bloco político e social. No dia 9 de maio é comemorado o Dia da União Europeia. Em 9 de maio de 1950, Robert Schuman, Ministro Francês dos Negócios Estrangeiros, fez a conhecida “Declaração de Shuman”, onde defendeu a proposta de uma Europa organizada. A União Europeia possui bandeira, o segundo maior PIB do mundo (aproximadamente U$ 9,2 trilhões), hino e está sendo estudada a proposta de criação de uma Constituição em comum para os países membros, mas que ainda levará muito tempo para sair do papel.

O bloco começou a se formar a partir de 1950, com a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, que foi a primeira iniciativa de unir os países europeus. Mais tarde, em 1957, surgiu a Comunidade Econômica Europeia (CEE) ou “Mercado Comum”. A CEE ou “Mercado Comum” foi criada o período pós-guerra com o intuito de evitar que mais guerras acontecessem entre países europeus e, ainda, como uma forma de tentar recuperar a economia no período do pós-guerra, ampliando o mercado consumidor interno e acelerando o desenvolvimento de sua produção industrial, fato logo registrado no período de 1960 e 1969.

A União Europeia de fato foi criada em 1991 com o Tratado de Maastricht que estabelecia livre circulação de pessoas, mercadorias bens e serviços entre os países-membros. Desde a sua fundação a EU alcançou enormes conquistas nos campos político, econômico e social.

Dentre os atuais objetivos da União estão: promover a unidade política e econômica da Europa; melhorar as condições de vida e de trabalho dos cidadãos europeus; melhorar as condições de livre comércio entre os países membros; reduzir as desigualdades sociais e econômicas entre as regiões; fomentar o desenvolvimento econômico dos países em fase de crescimento; proporcionar um ambiente de paz, harmonia e equilíbrio na Europa.

O bloco ajuda ainda no desenvolvimento da população mundial. Existe o “ECHO” (Comunidade Europeia de Ajuda Humanitária” que tem fundos para ajudar países em desenvolvimento. Algumas instituições, entretanto, criticam essa distribuição de renda, por incluir, entre os beneficiados, pessoas com dívidas e estudantes estrangeiros.

O euro foi criado também durante o Tratado de Maastricht em 1991, entretanto, seu uso inicial era somente para trocas cambiais entre os países da União, uma vez que havia a preferência por se manter a moeda nacional. A partir de 2002, entretanto, o Euro foi colocado em circulação. Ainda assim, alguns países preferiram manter a própria moeda, como a Dinamarca e a Inglaterra. A adoção do euro aconteceu de forma gradativa.

No dia 13 de dezembro de 2007 foi assinado o tratado de Lisboa, que é responsável pela regência jurídica da União Europeia. A partir do ano de 2014 as leis da União Europeia só podem ser aprovadas se tiverem o voto favorável de 55% dos Estados, desde que represente também 65% da população da União Europeia.

Atualmente são intensificados os acordos aduaneiros e sobre imigração com o objetivo de permitir aos cidadãos europeus uma maior liberdade para viver, trablhar ou estudar em qualquer um dos países membros e, dessa forma, diminuir o controle nas fronteiras.

Para o seu funcionamento, a União Europeia conta com instituições básicas como o Parlamento, a Comissão, o Conselho e o Tribunal de Justiça. Todos esses órgãos possuem representantes de todos os países membros.

À medida que o número de Estados-membros vai aumentando, a EU procura tornar suas instituições mais transparentes e mais democráticas. Assim, os poderes do Parlamento Europeu, eleito por sufrágio universal direto, têm vindo a ser progressivamente alargados, bem como o papel dos parlamentos nacionais, que colaboram de perto com as instituições europeias. Os cidadãos europeus também dispõem cada vez mais de meios para participarem na definição das políticas europeias.

Para o cargo de presidente da UE existe um sistema de eleições. A votação acontece pelos membros do conselho europeu. O mandato dura dois anos e meio e pode ser renovado uma única vez.

O último país a entrar do bloco foi a Croácia, em 30 de junho de 2013.