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Estados Unidos utilizam a “mãe de todas as bombas” contra o Estado Islâmico no Afeganistão

By 13 de abril de 2017Uncategorized

Às 19h32min do horário local de Cabul, capital do Afeganistão, as forças armadas dos Estados Unidos utilizaram pela primeira vez na história uma bomba MOAB GBU-43, conhecida pelo apelido de “mãe de todas as bombas”, em uma região na qual combatentes do Estado Islâmico (ISIS-K) usam um complexo de túneis e cavernas como base, na província de Nangarhar. O artefato militar apresenta um rendimento explosivo de mais de 11 toneladas de dinamite e foi lançada de uma aeronave estadunidense, sendo a mais potente arma de destruição em massa não-nuclear já utilizada pelos Estados Unidos em combate.

 

Afeganistão

 

De acordo com um comunicado do Comando Central dos Estados Unidos, “o ataque foi projetado para minimizar o risco para as forças afegãs e estadunidenses que realizam operações de limpeza na área enquanto maximiza a destruição de combatentes e instalações do ISIS-K”. Ainda segundo o comunicado, as forças militares do país tomaram precauções para evitar casualidades civis, mas não descreveram quais foram as preocupações tomadas. O envolvimento dos Estados Unidos no Afeganistão dura aproximadamente 16 anos, com grande mobilização de recursos humanos, financeiros e tecnológicos. O ataque ocorre dias após um funcionário das Forças Especiais dos Estados Unidos ser morto na mesma região.

 

Missil O comandante das forças dos Estados Unidos no Afeganistão, general John  W. Nicholson, afirmou que a bomba utilizada “é a  munição certa para reduzir  obstáculos e manter o ímpeto da nossa  ofensiva contra o ISIS-K”. Além do  general, o porta-voz da Casa  Branca, Sean Spicer, disse em comunicado  que “os Estados  Unidos levam muito a sério a luta contra o Estado Islâmico  e, para destruir o grupo, temos que tirar espaço de operação dele, que foi o  que fizemos”.

 

Nova operação militar de grande repercussão internacional em  poucos dias

O fato ocorre dias após a utilização de 59 mísseis Tomahawk a partir de destróieres USS Porter e USS Ross pela administração Trump contra uma base aérea de Al Shayrat, na Síria. A operação foi apresentada como resposta à uma possível utilização de gás sarin, um armamento químico, pelo presidente Bashar Al-Assad contra civis sírios, o que foi negado por seu governo. O governo russo, tradicional aliado da Síria, afirmou a necessidade de investigações por parte de especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas para atestar a acusação feita por Estados Unidos e seus aliados, enquanto um professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Theodore Postol, publicou artigo refutando as evidências apresentadas pelos Estados Unidos.

 

Gás

 

O comunicado do Comando Central dos Estados Unidos pode ser lido aqui.

 

Autor: Wilson Fernandes Negrão Júnior

 

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