Para contribuir para o fim do conflito armado mais longo da América Latina, o Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira (25) a criação de uma missão política na Colômbia. A nova missão das Nações Unidas contará com uma equipe de observadores internacionais para monitorar o desarmamento caso o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC – EP) cheguem a um acordo final para a paz.

A medida foi adotada atendendo ao pedido em conjunto do governo e das FARC-EP. Durante três anos, os detalhes do acordo de paz vêm sendo discutido em Havana. Por meio da resolução, adotada porunanimidade, o Conselho determinou que os observadores não portarão armas, e farão parte do mecanismo responsável pelo monitoramento do cessar-fogo bilateral definitivo, segundo o desejo das partes envolvidas. As atividades devem começar depois da assinatura de um acordo final de paz entre o governo e as FARC.

O conflito na Colômbia já dura 51 anos e deixou cerca de 250 mil vítimas. No entanto, as últimas negociações em Havana, Cuba, avançaram em pontos-chave para pôr fim ao conflito, como participação política, direitos das terras, drogas ilícitas e direitos das vítimas e justiça transnacional.

O presidente do país, Juan Manuel Santos, declarou à Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2015, que dia 23 de março é o prazo limite para a assinatura do acordo final.

A medida adotada na segunda-feira pede que o secretário-geral da Organização, Ban Ki-moon, inicie os preparativos agora, incluindo no terreno, e apresente recomendações detalhadas ao Conselho para a sua consideração e aprovação a respeito do tamanho, dos aspectos operacionais e mandato da Missão, de forma que seja consistente com os desejos das partes.

As exigências devem ser feitas o mais rápido possível para que sejam aprovadas dentro do prazo de 30 dias depois da assinatura do acordo de paz.

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