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O presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o indiano Kundapur Vaman Kamath, realizou sua primeira visita oficial ao Brasil, tendo se encontrado com o chanceler Aloysio Nunes Ferreira. O Ministério das Relações Exteriores apontou que dentre os assuntos discutidos no encontro estiveram temas importantes da agenda do banco, como a possibilidade de adesão de novos membros ao organismo e o processo de consolidação institucional pelo qual passa o NBD.

Nascido em Mangalore, cidade localizada na porção ocidental da Índia, Kundapur Kamath exerceu a função de presidente do ICICI Bank, o principal banco do setor privado da Índia e uma das principais companhias de serviços tecnológicos do país. Abdicou da posição ao ser indicado para comandar o Novo Banco de Desenvolvimento fundado pelo BRICS, mecanismo inter-regional formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, quando da realização da Cúpula de Fortaleza, em 2014.

 

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O NBD tem sede em Xangai, na China, e tem como um de seus pilares de funcionamento a mobilização de recursos para projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável nos países do BRICS e em outros países emergentes e em desenvolvimento. Atualmente, além da posição de presidente do organismo ser ocupada por um indiano, tem-se o cargo de presidente do Conselho de Governadores ocupado por um russo, enquanto o presidente do Conselho de Diretores é um brasileiro.

O ingresso de novos membros ao NBD é regido pelo Acordo Constitutivo do Banco, que determina as diretrizes para admissão de países, como a necessidade de pertencimento à Organização das Nações Unidas, a garantia de poder de voto de pelo menos 55% para os países do BRICS no banco e a limitação da participação de países desenvolvidos, os quais não podem ser tomadores de empréstimos. O banco também teve sua primeira sede regional estabelecida na África do Sul, a qual tem a função de primordial de aumentar os esforços de cooperação entre o NBD e o continente africano.

 

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O Novo Banco de Desenvolvimento anunciou que até o momento foram aprovados sete diferentes operações de empréstimos nos países do BRICS, com valor total de US$ 1,5 bilhão, destinadas às áreas de energias renováveis e transporte rodoviário.  Os membros fundadores acordaram um valor de US$ 50 bilhões como capital subscrito inicial do banco, além de uma autorização para que o valor alcance US$ 100 bilhões.

 

Autor: Wilson Fernandes Negrão Júnior