Theresa May

Nesta terça feira, dia 18 de abril, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, pediu eleições antecipadas para fortalecer as negociações da saída do país da União Europeia, o chamado Brexit. A duração do mandato dos governos britânicos geralmente é de cinco anos, e como o partido Conservador foi eleito no ano de 2015, tendo May como sucessora do ex-premiê David Cameron, que conduziu o referendo que culminou no Brexit, as próximas eleições deveriam ser apenas em 2020.

Entretanto, Theresa surpreendeu o povo britânico nesta terça ao pedir que estas eleições fossem adiantadas para dia 8 de junho de 2017, três anos antes do que estava previsto, como a própria ministra disse. Após o pronunciamento de May, será necessária ainda a votação pela Câmara dos Comuns, para a aprovação da decisão e a ministra disse que já irá solicitar uma moção nesta quarta-feira, dia 19 de abril. Alguns partidos de oposição disseram, inclusive, que não irão barrar os planos de Theresa, no que diz respeito ao adiantamento das eleições e, de acordo com a CNN, é pouco provável que ela perca a votação.

 

Parlamento

 

De acordo com a Reuters, o pedido para a antecipação das eleições teria como justificativa a garantia da estabilidade política do país durante o processo de saída do bloco econômico, que deve levar cerca de dois anos após o acionamento do artigo 50 do Tratado de Lisboa, além da necessidade de apoio às negociações do Brexit. As principais críticas à decisão de May vêm da primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, que afirmou que esta medida significaria uma saída dura da União Europeia e a líder chegou a pedir, via twitter, para que os eleitores escoceses a apoiem.

Outra oposição à Theresa vem do partido Liberal Democrata, que embora sejam um partido minoritário, não são a favor da saída do Reino Unido da União Europeia. A premiê encerrou o discurso dizendo “O Reino Unido está saindo da União Europeia e não pode haver caminho de volta”.

 

Autor: Hernane José de Carvalho Júnior